quinta-feira, 16/08/2018
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Para ser amiga da minha filha tenho que deixar de ser mãe?

Ter uma filha adolescente em casa não é nada fácil, é tanta mudança. É aquela fase em que ela se acha adulta e você ainda acha que ela não deixou de ser criança. Como lidar com isso?

Carolina tem 17 anos  e para eu conseguir me adaptar a nova situação de fase foi muito complicado. De uma coisa eu sei, sempre quis ser uma mãe presente e que ela pudesse confiar e me contar tudo.

Até onde ser amiga da minha filha eu continuaria a ser sua mãe?

O adolescente tende a confundir seus pais com um colega de turma na hora de uma conversa mais exaltada, e aí não mede as palavras e as agressões. Pensam que para ser amiga você não pode julgar, gritar, espernear, castigar, proibir, apenas ouvir, dividir, aconselhar e aí que falo: “Calma ai mocinha, sou sua mãe, não se esqueça não”.

Por várias vezes já tive que lembrar que apesar de querer ser sua “amiga” eu era acima de tudo sua mãe e ela tinha que ter comigo respeito e obediência.

Para que a relação não entre em pé de guerra, é importante conversar francamente sobre limites, horários e responsabilidades e escutar a opinião de sua filha. Criar acordos, ficam mais fáceis de serem cumpridas.

Muitas pessoas acham que sou mais amiga do que mãe e não é bem assim. Só por eu estar sempre ao lado dela, vestirmos algumas roupas iguais e falar mais ou menos a mesma língua, passo a impressão de ser “moderninha”. Aqui em casa os papéis continuam a ser bem definidos e não quero mudá-los. Eu sou a mãe, ela é a filha.

No relacionamento mãe-filha o mais saudável é manter a parceria, o apoio e sempre acompanhar de perto a vida dela, participar de decisões, porém, sem deixar de lado sua autoridade.

O elemento mais importante da relação mãe e filha é a CONFIANÇA. Sempre deixei bem claro para meus filhos que quando eles tiverem um problema, peçam auxílio a mim ou ao pai, independente da encrenca que tenham se metido. Ensine a sempre dizerem a verdade.

Um outro elemento que também valorizo é o RESPEITO, e respeito é diferente de medo – medo se impõe, respeito é conquistado.

A maior e melhor dica que dou para um bom relacionamento, é o diálogo aberto. Deixem os tabus de lado e conversem com seus filhos sobre tudo. Estejam sempre presente.

Agora, devemos tomar cuidado com algumas coisas, por exemplo:

  • A filha tem todo o direito de compartilhar experiências com a mãe, porém, o contrário pode gerar uma relação irreal. Na relação tem que existir hierarquias;
  • Não usem sua filha como suporte, principalmente quando não são casadas ou são divorciadas. Querer sair com a turma dela ou dormir em sua cama pode gerar um problema futuro.

O vínculo entre mãe e filha nunca deve ser ignorado ou colocado de lado. Construir laços fortes é saudável e revigorante.

 

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3 comentarios

  1. Cristiani Ludmila Borges

    Muito bom Dany!

  2. Muito bom!!!! Estou adorando essa mãe tagarela, ela aborda vários temas de fundamental importância para todas as mães, principalmente de crianças e adolescentes!!! Acabou de ganhar uma fã viu???

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